A beleza na mesa

É cíclico podem reparar. Vira e mexe o debate sobre os padrões de beleza vigentes ou simplesmente opiniões sobre “o que é considerado bonito, ou não” vem à tona, não só no mundo da propaganda, mas em novelas, filmes, desfiles de moda, nas escolas, mesas de bar e agora, nas redes sociais. Pois é, a beleza está na boca do povo novamente, com o perdão do trocadilho.

Semana passada foi o comercial das lojas Marisa que, em resumo, mostra uma moça dizendo que passar fome vale a pena para conseguir um corpinho maravilhoso no verão, foi o grande pivô de discussões online e valeu até um protesto em frente às lojas da marca.

Agora, o novo agente provocador é a foto da estudante de NY, Stella Boonshoot.

A imagem, originalmente publicada no The Body Love Blog (Tumblr no qual Stella debate autoestima e aceitação do próprio corpo), foi parar na página Humans of New York do Facebook , pertencente a um fotógrafo que a encontrou por acaso na rua.

A foto despertou a atenção de mais de meio milhão de usuários e já tem mais de 50 mil compartilhamentos.

No post, Stella deixa o seu recado:

“Esta foto pode ser considerada obscena porque não sou magra. E como todos sabemos, apenas pessoas magras podem mostrar seus estômagos e celebrar a si mesmos. Bem, eu não vou defender isso. Esse é meu corpo. Não o seu. MEU. Significa as escolhas que eu fiz, não tem m**** nenhuma a ver com vocês. Meu tamanho não tem m**** nenhuma a ver com vocês”.

Mesmo depois do desabafo, alguns comentários agressivos e tendenciosos foram bem severos com Stella, tais como: “Cansado de ver gordas se justificando por terem preguiça de fazer exercícios”, entre outros.

E vocês, o que acham sobre isso? Estamos preparados para uma nova revolução nos padrões de beleza que são vendidos? Será que podemos finalmente trilhar o caminho equilibrado da alimentacão saudável, exercícios físicos que, sem dúvida alguma, são benéficos à saúde, mas sem exigir corpos padronizados e respeitando o biotipo e limites de cada um?

Estamos preparados para aceitar a beleza do diferente?

Será que a publicidade está preparada para apoiar esse movimento? Surge uma nova tendência de mercado?

A seguir, cenas dos próximos capítulos.

 

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