As principais previsões de consumo para 2013.

Diferentes pesquisas e estatísticas vêm mostrando previsões otimistas para o Brasil em 2013. Depois de meio ano já passado, alguns acham que 2013 ainda não começou, outros desfrutam dos resultados desde os primeiros dias. Acompanhe as pesquisas recentes de várias fontes e resultados que inspiram os negócios e investimentos.

Mais viagens ao exterior.

No primeiro trimestre do ano, o brasileiro gastou mais com viagens ao exterior (US$ 6 bilhões) do que no mesmo período de 2012 (US$ 5,3 bilhões).

Mais gastos com produtos eletrônicos.

Atualmente, o Brasil é o segundo país com maiores gastos de produtos eletroeletrônicos, uma média de US$ 1.080. Só perde para a China, com uma média por pessoa de US$ 1,251. E a pesquisa da Accenture aponta ainda que esse número vai crescer. Os brasileiros pretendem gastar neste ano US$ 1,323 com produtos eletroeletrônicos. Os produtos que estão nos planos dos brasileiros são: tablets (148% de potencial de compra), leitoras de blu-ray (136%), televisores de alta definição (113%) e smartphones (111%).

Previsão de 10% de aumento no consumo brasileiro.

Segundo a pesquisa IPC Marketing, em 2013, o consumo brasileiro atingirá R$ 3 trilhões. Em 2012 foi de R$ 2,7 trilhões.

Maiores gastos por classes sociais e categorias.

Ainda segundo o IPC Marketing, em 2013, as classes sociais com maiores gastos serão:

Classe A – Gastará R$ 539 bilhões

Classe B –  Gastará R$ 1,3 trilhão, a que representa maior poder aquisitivo (48% do consumo nacional do país).

Classe C1 – Gastará R$ 518 bilhões (próximo da  A)

E as categorias de maiores gastos sobre o total são:

25% – manutenção do lar – a área que os brasileiros mais gastarão em 2013

9% saúde/ medicina / higiene pessoal

7,5% transportes

5% materiais de construção

4,7% roupas/calçados

3,5% lazer/viagens

2,5% educação

2,2% produtos eletrônicos

1,8% móveis/utensílios domésticos

85% dos brasileiros afirmam comprar por impulso. Entre as classes AB, a afirmação cai para cerca de 40%. Brasileiros das classes C e D afirmam que a baixa autoestima é a principal razão para a compra por impulso, de acordo com uma nova pesquisa do Serviço de Proteção ao Crédito.

Brasileiros têm as expectativas mais positivas para as compras na América Latina.

Segundo um relatório global da Nielsen que criou uma escala de pontuação para medir o otimismo e a confiança do consumidor, os brasileiros aparecem em primeiro lugar (111 de pontuação). A escala máxima é de 100. Outros países com compradores otimistas são Peru, com 98, Colômbia com 95, Chile com 95, México com 86, Venezuela, 84 e Argentina, 75.

As vendas de materiais de construção do primeiro quadrimestre superaram a expectativa do ano.

Em comunicado, a Abramat afirmou que o crescimento de 4,7% somente no primeiro quadrimestre superou a previsão de 4,5% de crescimento estimado para 2013. Isso ocorreu principalmente porque, em abril, cresceu 14,2% em relação ao anterior.

Brasil é o 4º em gastos com TI.

Em 2012, o Brasil subiu três posições  no ranking de gastos com TI. Gastou US$ 233 bilhões. Valores duas vezes maiores que os da Rússia e Índia.

Brasileiros são o terceiro consumidor mundial de produtos de beleza.

Atrás apenas dos EUA e Japão, o Brasil é o terceiro mercado no segmento. A previsão é ainda mais otimista para 2013. Segundo a consultoria AT Kearney, as vendas de produtos de beleza no país vão superar os US$ 50 bilhões.

Brasil ocupa a segunda posição mundial no consumo de produtos para animais de estimação.

Em 2012, as vendas cresceram 16%, chegando a R$ 14 bilhões.

Supermercados faturaram 8,3% mais em 2012.

O setor supermercadista encerrou 2012 com um faturamento total de R$ 242,9 bilhões, o que representa um crescimento nominal de 8,3% e 2,3% real. O chamado atacarejo também cresceu com faturamento de R$ 286,2 bilhões, uma alta nominal de 9,5% e real de 3,5%.

Já no primeiro trimestre de 2013 o setor acumula crescimento real de 3,53%, impulsionado pelas vendas da Páscoa, segundo pesquisa Ranking Abras 2013, realizado pela Nielsen Brasil.

Confiança da indústria fica estável em maio.

Apesar das projeções positivas que diversas pesquisas apontam, quem não está nada confiante é o empresário brasileiro e a falta de otimismo reflete em menores investimentos. O Índice de Confiança do Empresário Industrial (Icei), medido pela Confederação Nacional da Indústria (CNI), ficou menor que do ano passado, apesar de ter ficado estável em maio após dois meses de queda. A explicação, segundo líderes do setor, é que não houve melhora no ambiente de negócios para reduzir os altos custos de produção.

Ibovespa não se recupera.

Segundo a Bloomberg, das 65 companhias do Ibovespa que apresentaram balanços do primeiro trimestre, 37 tiveram resultados abaixo da estimativa dos analistas. O sexto trimestre consecutivo que mais da metade das empresa ficou abaixo das previsões.

Diminui projeção de crescimento do PIB e se mantém inflação.

Neste mês de maio, passou de 3,00% a 2,87%, a projeção de crescimento do PIB para 2013. A projeção de inflação se manteve em 5,80%, segundo o Boletim Focus, que reúne projeções do mercado.

 

 

 

Há mais indícios de que o Brasil continuará crescendo do que o contrário, apesar de ser menos do que poderia e gostaríamos. Há quem esteja progredindo muito, aqueles que estão estáveis e os que estão perdendo negócios. As boas perspectivas podem estar do lado de quem acredita mais e, por investir, acaba tendo um resultado melhor.

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