Cadê o motorista?

Já pensou em  não ter que se preocupar com acidentes, enquanto viaja à noite e com sono?  Parece que a incrível idéia de viajar, em seu próprio veículo, sem ter que dirigí-lo será realidade, em breve.  Logo, poucos motoristas precisarão se preocupar com acidentes e colisões, seja em rodovias vazias ou em vias congestionadas ao menos essa é a aposta das empresas de tecnologia e das fábricas de automóveis.

Atualmente, diversos sensores ópticos e radares monitoram o entorno de um crescente número de veículos no mundo todo e, em alguns casos, observam até mesmo o estado físico da pessoa que está dirigindo.

Sistemas de detecção de pedestres como o testado por Levinson -que trabalha no Centro de Pesquisas Automotivas de Stanford- já equipam carros de luxo e estão sendo incorporados a alguns modelos médios. O sistema oferece alertas auditivos, visuais e mecânicos caso uma colisão seja iminente e, cada vez mais, quando necessário, realizam automaticamente manobras evasivas.

Até meados desta década, sob certas condições, eles vão assumir completamente a condução do veículo, tanto em alta quanto em baixa velocidade.

Mas o novo sistema deve, bem antes da chegada dos veículos completamente autônomos, alterar fundamentalmente o jeito de dirigir.

“Essa é realmente uma ponte”, disse Ragunathan Rajkumar, professor de ciência da computação que comanda um projeto de pesquisa sobre a condução automatizada de veículos na Universidade Carnegie Mellon, na Pensilvânia, financiado em parte pela General Motors.

“O motorista ainda está no controle. Mas, se o motorista não estiver fazendo a coisa certa, a tecnologia assume.”

O modelo Autonomous Cadillac SRX, da Carnegie Mellon, é capaz de se guiar sozinho em vias públicas, detectar e parar para pedestres e se comunicar com a sinalização de trânsito.

Várias dúvidas jurídicas  já surgiram, e os pesquisadores estão abrindo uma nova linha de estudos acerca de como os humanos interagem com os sistemas automáticos.

Quatro fabricantes -Volvo, BMW, Audi e Mercedes- já anunciaram que passarão ainda neste ano a oferecer modelos equipados com sensores e softwares que permitirão ao carro se autoguiar em situações de tráfego intenso a até 60 km/h.

Os sistemas, conhecidos como Traffic Jam Assist [assistência para engarrafamentos], vai acompanhar o carro da frente e automaticamente desacelerar ou acelerar conforme for necessário, manejando freio e direção.

Em velocidades maiores, o sistema Super Cruise, da Cadillac, serve para viagens em rodovias, mantendo o carro em uma faixa e ajustando a velocidade conforme o tráfego.

A inovação automotiva tem sido estimulada pela crescente evidência de que tecnologias existentes, como freios ABS e o controle eletrônico de estabilidade, já salvaram dezenas de milhares de vidas.

As tecnologias antiacidentes ganharam força desde 2010, com a notícia de que o Google tinha um programa secreto para carros autoguiados. O Google não disse se pretende vender seus veículos. No entanto, a empresa faz lobby ativamente por leis que legalizem os automóveis autônomos em vários Estados.

A rapidez na adoção dos novos sistemas de segurança também deve-se ao empenho de fabricantes de componentes, como a Bosch e a israelense Mobileye, que produz câmeras instaladas em espelhos retrovisores, voltadas para frente.

É o futuro. Vem, gente!

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