Sites sensoriais

Quando Carly Fleischmann tinha 2 anos, seus pais perceberam que ela se agia diferente de sua irmã gêmea – não olhava para o rosto das pessoas, gritava com frequência, balançava o corpo para a frente e para trás por horas seguidas e até então, não havia aprendido a falar ou a andar.

Pouco depois veio o diagnóstico: uma forma severa de transtorno do espectro autista (TEA). Ela foi submetida à terapia desde cedo,mas estas, aparentemente davam pouco resultado.

Mas aos 11 anos a menina surpreendeu a família, médicos e psicólogos que a acompanhavam: sentou-se na frente do computador e, controlando os braços que insistiam em tremer, digitou as palavras “dor” e “ajuda”.

Aos poucos, começou a escrever frases completas, lentamente, mas com fluência.  “Se eu não bater a cabeça, parece que meu corpo vai explodir! É como se lutasse com meu cérebro o tempo todo”, digitou.  Segundo relata, sua mente se sobrecarrega com sons, luz, sabores e aromas.

Hoje, aos 17 anos, a canadense Carly ofereceu informações para criar um site que simula a “descarga sensorial” que recebe em situações cotidianas, como ir a uma lanchonete, por exemplo, uma tarefa trivial nada desafiadora para todos nós, mas muito difícil para Carly.

Nele, o usuário pode passar alguns minutos “na cabeça” de Carly e entender um pouco mais como um autista se sente.

Outro site que também usou o mesmo recurso para fazer com que pessoas se coloquem no lugar de um deficiente visual foi o You are Blind do Blind Project.

Para melhor aproveitamento de todos os recursos, seus criadores aconselham os internautas a acessarem o site em uma sala escura e com fones de ouvido.

O resultado, em ambos os sites, é surpreendente.

É a tecnologia, finalmente aproximando as pessoas e, criando em nós, compaixão, que no original quer dizer: “ colocar-se no lugar do outro”.

Esperamos que finalmente dê resultado.

Carly`s café – http://www.carlyscafe.com/

You are Blind – http://youareblind.com/

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