Mais que um logo: o poder do design do logo na percepção da marca

Zero11 Propaganda Social Media

Vivemos num mundo saturado de estímulos visuais com pessoas que estão cada vez menos focadas (estão aí os TikToks de tela dividida que não me deixam mentir). Por isso, o desenvolvimento da identidade visual de uma marca é muito mais complexo do que algumas pessoas pensam. 

Não se trata de fazer um design de logo bonito. Criar uma identidade envolve cores, tipografia e formas com técnicas de design que passam mensagens profundas (e inconscientes) para quem entra em contato com ela. Mais do que estética, um logo cria uma ponte emocional entre a marca e o consumidor para se fazer presente (e, principalmente, reconhecível em segundos). Aí é que mora a diferença entre ser memorável e ser só mais um.

Por que a identidade visual é vital para a sua marca?

1. O impacto da primeira impressão

Já ouviu a frase “a primeira impressão é a que fica?” Pois bem, o cérebro humano forma uma opinião sobre uma marca em míseros 50 milissegundos. Um design bem pensado visa transmitir imediatamente o profissionalismo, a credibilidade e a atenção aos detalhes que a marca quer passar;

2. Reconhecimento e memória

Segundo a McKinsey, uma identidade visual consistente pode aumentar o reconhecimento de marca em até 80%. Além disso, marcas que priorizam o design podem crescer até 219% mais rápido em receita;

3. Diferenciação no mercado

Nesse cenário competitivo em que vivemos, se destacar é essencial. Uma identidade visual única ajuda a ocupar um lugar especial na mente do seu consumidor;

4. Criação de vínculo emocional

Cores vibrantes, formas suaves e tipografia amigável podem despertar emoções como alegria, confiança ou nostalgia e motivar escolhas (assim como outras cores, formas duras ou pontiagudas e tipografias diferentes podem buscar outro tipo de identificação).

Casos marcantes: evolução de identidade visual que inspiram

Apple

A identidade visual da Apple passou de um logotipo ilustrado e detalhado, criado em 1976 e inspirado na história de Isaac Newton, para a famosa maçã mordida colorida, lançada em 1977. Com o tempo, as faixas coloridas deram lugar a versões monocromáticas, metálicas e minimalistas, acompanhando a busca da marca por simplicidade, tecnologia e sofisticação. A evolução tornou o símbolo mais versátil, adequado tanto a produtos 

Ginger

A identidade, criada pela Zero11, ganhou uma linguagem mais contemporânea, versátil e capaz de dialogar com novos segmentos. O novo símbolo partiu da flor do gengibre, e a transformou em formas coloridas e conectadas, com um “G” central que remete à raiz do gengibre. A paleta foi ampliada para traduzir a energia do universo das fragrâncias. E a tipografia também foi redesenhada em letras minúsculas, com os prolongamentos do “g” associados às raízes, reforçando a organicidade e equilíbrio. O logo passou a expressar visualmente o novo posicionamento da Ginger: uma empresa mais criativa, sofisticada, inovadora e conectada aos seus clientes. 

Nike

O “swoosh” da Nike foi criado em 1971 como uma forma simples que remete à asa da deusa grega Nike e à ideia de movimento. Inicialmente acompanhado pelo nome da empresa e, em alguns momentos, usado em combinações de cores e tipografias diferentes, o símbolo ganhou autonomia ao longo das décadas. Hoje, muitas vezes aparece sozinho, representando velocidade, desempenho, atitude e superação — prova de que uma marca pode reduzir seus elementos visuais quando seu ícone já carrega forte significado.

Farnese

A Zero11 materializou a proposta de transformar o banho cotidiano em uma experiência de autocuidado, bem-estar e luxo acessível no design do logo da linha Farnese, de sabonetes e cuidados com os cabelos. Inspirado na tradição e na herança cultural de Farnese, na Itália, o símbolo combinou elementos clássicos e geométricos com referências à natureza: a folha central representa a pureza dos ingredientes e a conexão com o natural, enquanto a moldura com grafismos inspirados na arte clássica italiana reforça a ideia de tradição e permanência. A tipografia elegante e refinada e o dourado acrescentaram percepção de luxo e valorização, enquanto a composição circular sugeriu continuidade e ritual. 

Coca-Cola

A Coca-Cola manteve sua característica mais marcante desde o fim do século XIX: a tipografia cursiva Spencerian, que se tornou um dos elementos mais reconhecíveis do mundo. Embora o desenho das letras tenha recebido pequenos ajustes de proporção, espessura e aplicação, a marca evitou mudanças radicais, valorizando sua herança e seu vínculo emocional com o público. As atualizações ocorreram principalmente no uso da cor vermelha, das embalagens e de elementos complementares, mantendo o logotipo como um símbolo de tradição, alegria e familiaridade.

Hospital Santos Dumont

O design do logo criado pela Zero11 evidenciou a inovação do aviador que inspirou o nome e a marca. A identidade, que combina movimento e espírito desbravador, faz do símbolo uma síntese visual da história por trás do nome. Mais do que representar a visão frontal de um avião, ela incorpora os valores associados a ele, como ousadia, e capacidade de enxergar além do horizonte, transformando a inovação que inspirou o hospital em um elemento permanente de sua identidade.

Starbucks

A Starbucks começou, em 1971, com uma sereia de duas caudas em marrom, inspirada em gravuras náuticas antigas e ligada à origem da marca no mercado de café de Seattle. Ao longo do tempo, o desenho foi simplificado, ganhou a cor verde e passou por ajustes para deixar a personagem mais simétrica, contemporânea e amigável. Em 2011, a empresa retirou o nome “Starbucks Coffee” do logotipo, deixando apenas a sereia, uma decisão que reforçou o reconhecimento global da marca e permitiu sua expansão para além do café.

O que o consumidor sente quando o design do logo muda?

Algumas mudanças podem gerar reações intensas, principalmente quando falamos de marcas bastante consolidadas, e ainda mais quando essas mudanças vêm “do nada”. Rebranding é algo emocional. Marcas como o Google e o Instagram tiveram sucesso em atualizar suas marcas, por exemplo.

Do outro lado da moeda, o Atlético de Madrid reverteu a mudança de logo em 2025 depois de protestos dos torcedores, enquanto a Jaguar sofreu críticas pesadas pela nova identidade visual que, para muitos, apagava a identidade histórica da marca e não transmitia mais os valores de luxo associados aos carros.

Esses são alguns dos casos que mostram o quanto a identidade visual se torna parte da cultura emocional de um determinado grupo. Mesmo um minimalismo bem executado, como o caso da Apple, precisa sempre manter elementos que sejam reconhecíveis.

Como avaliar uma identidade visual de sucesso?

  1. Se a essência da marca está representada: O que é que a sua marca representa? Qual é o sentimento que quer transmitir? Quais são os valores, história e personalidade que você quer transmitir através do visual? 
  2. Se os elementos gráficos são coerentes: cores, tipografia, formas e ícones precisam ser pensados de acordo com a sensação que você quer passar.
  3. Se tem consistência: um manual de identidade visual é indispensável para padronizar o uso do logo, das cores, fontes e elementos que compõem a identidade em todos os canais (como digital, impresso, embalagens e afins);
  4. Se funciona em múltiplos ambientes: pense se seu logo vai ser visto em telas, outdoors gigantes, embalagens pequenas e outros suportes, por isso, precisa funcionar bem em diversos contextos de tamanhos, cores e iluminações diferentes; 
  5. Se a comunicação está fundamentada para a opinião do público: vai rolar rebranding? Então implemente isso com uma estratégia muito bem organizada. Justifique as suas mudanças, envolva o seu público e prepare-se para as mais variadas reações e opiniões. O engajamento emocional é forte. 

Muito mais do que um design de logo

A identidade visual, portanto, é muito mais do que só um logo. É um símbolo que destila e exemplifica toda a história e visão da sua marca em um único elemento visual. É o rosto, a voz e o humor da sua marca.

Quando é criada com estratégia, gera um impacto imediato, constrói memórias duradouras e se conecta emocionalmente com o seu público. É assim que uma marca converse simples visitas em fãs e compras recorrentes (aposto que você já viu diversos carros adesivados com a maçã da Apple, mesmo que a empresa jamais tenha produzido um carro até hoje).

Para evitar equívocos, como os do Atlético de Madrid ou da Jaguar, é muito importante contar com um time que crie seu logo com bastante estratégia e experiência, equilibrando inovação e autenticidade, para evoluir a sua marca sem perder a essência.

Conheça os trabalhos de branding da Zero11. 

Compartilhe:
Compartilhar linkedin Compartilhar twitter Compartilhar facebook Compartilhar whatsapp Compartilhar e-mail
Comente:

E-mail*
Nome*
Mensagem